sábado, 6 de novembro de 2010

13, um três. Azar ao jogo, azar ao amor.

Começas tudo do zero. Recebes um cartão, tens os teus números e agora esperas.
Começas mal. 33, três três. 37, três sete. 2, número dois. 15, um cinco. Nada. Sabes que já não ganhas. Daqui a três números ou assim, alguém vai gritar "linha!". Mas sai-te o 11, um um, e tu tens, depois o 23, dois três e tu também tens. Pensas que a coisa está a melhorar e é nesse momento que alguém grita. Linha! Que se foda. Siga para bingo, que isto ainda não acabou. Saem-te dois números, três números seguidos. 52, cinco dois, não tens. Dos números seguintes apanhas uns quantos. Faltam-te quatro números. 82, oito dois. Tens e faltam-te três. Sabes que por esta altura já alguém está à espera do tal número e que desta não ganhas, o que, aliás, já sabias desde o início. Sai-te mais um e tu acreditas. Faltam-te dois e nesta altura já nem pensas que metade da sala já está à espera do último. 43, quatro... Bingo!

Estiveste quase. Ou gostas de acreditar nisso.
Pedes outro cartão e começas tudo de novo.



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